domingo, 12 de dezembro de 2010

Montando e organizando a casa 2

Dando continuidade à apresentação dos ministros que vão começar os trabalhos na Era Dilma, tiraremos o chapéu àqueles que ficarem até o final, devemos lembrar que no governo Lula as Secretarias Especiais ganharam status de Ministérios. A presidente também afirmou que, terão mais mulheres em seu quadro de ministérios. Algumas delas já foram confirmadas, confiram:



É formada em física pela Universidade Federal do Paraná e uma das fundadoras do PT em Santa Catarina. foi deputada estadual e federal e a primeira mulher eleita senadora por SC. Agora estará a frente do Ministério da Pesca.






Cardoso será ministro da Justiça. Indicação política, o advogado trabalhou na campanha de Dilma, também e, agora, coordena a equipe de transição, que praticamente não existe, entre os governos. Já foi vereador e ocupou cargos na prefeitura de São Paulo.





A professora natural de Veranópolis, Maria do Rosário, está em seu segundo mandato como deputada federal. Começou sua vida política como vereadora de Porto Alegre e já disputou a prefeitura da capital gaúcha, em 2008, sendo derrotada por José Fogaça, do PMDB. Comandará a Secretaria Especial de Direitos Humanos, é a cara dela.





Atual coordenadora do PAC, Miriam vai ser ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão. Tem mestrado em Administração Pública. Desde 2001, é professora na Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração e no Departamento de Administração da USP. Ela é quem vai dizer, por exemplo, quantas vagas podem ser abertas para os concursos públicos federais.




Foi governador do Rio de Janeiro, prefeito de Niterói/RJ e deputado federal. Foi presidente da Fundação Ulisses Guimarães e representante do PMDB na coordenação da campanha de Dilma. É homem de confiança do vice-presidente eleito, Michel Temer. Franco também integra a cota de ministérios da sigla. Agora será Secretário de Assuntos Estratégicos.




É ministro do Planejamento do governo Lula, desde 2005, agora comandará a pasta das Comunicações. É filiado ao PT desde 1985. É considerado um disciplinado, bem o perfil que Dilma Rousseff precisa para seu governo.






Depois de seis mandatos na câmara, aos 80 anos, Pedro Novais chegará a um ministério. Ele comandará o Turismo. Está em Brasília desde 1979. Ficará em um ministério muito visado, pois no final do governo Dilma, ocorrerá a Copa do Mundo, em 2014. Muitos assuntos e investimentos serão movimentados por este ministério. Também há as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Ações deste governo deverão se refletir posteriormente nos jogos olímpicos. É mais um indicado de Sarney.


Foi presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, ligada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Em 2011, Wagner Rossi, deverá assumir  a pasta. Tem uma forte relação com o vice-presidente, Michel Temer. Rossi é PhD em Administração e Economia da Educação pela Bowling Geen State University of Ohio (EUA).




Estes são os primeiros nomes, ainda há alguns a serem confirmados, especulações, apadrinhados chorando uma vaguinha neste barco. Não percam os próximos capítulos.

Com informações de Zero Hora e G1.



Montando e organizando a casa 1

Desde o dia 31 de outubro e até antes, no período eleitoral, já havia especulações sobre quais seriam os “escolhidos” pela futura presidente e, depois eleita, Dilma Rousseff. Agora que estamos na metade do mês de dezembro, data que a própria presidente estipulou para apresentar seu “quadro funcional”, no primeiro escalação do governo, este blog faz um compacto apresentando os ministros da presidente Dilma, já anunciados, em duas partes.

Atual diretor de Normas do Banco Central. Gaúcho de Porto Alegre, Tombini assumirá a presidência da autarquia, em 2011, substituindo Henrique Meirelles. É funcionário de carreira do governo federal, desde 1991. Foi coordenador da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, assessor especial da Casa Civil e representante do Brasil no FMI. No BC passou por três diretorias.






Senador e ex-ministro dos Transportes durante o governo Lula, é filiado ao PR. Disputou o governo do Amazonas, mas não foi eleito. Agora retorna ao ministério. É formado em letras e matemática, se dedicou por quase oitos anos à Força Aérea Brasileira e também já foi vice-governador e secretário.






Foi um dos coordenadores da campanha de Dilma, nome muito citado como futuro ministro já no período eleitoral. Responsável pelo crescimento econômico no começo do governo Lula, foi afastado do Ministério da Fazenda depois da suposta quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Agora retorna ao governo federal como ministro chefe da Casa Civil. É formado medicina e filiado ao PT.




Filiado o PMDB, ele preenche a cota de cinco ministérios reivindicados pela sigla. É senador pelo estado do Maranhão, mas seu sobrenome não é Sarney, muito embora seja ligado à família e ao todo poderoso, José Sarney. Lobão já foi ministro das Minas e Energia por dois anos e, agora retorna à pasta.





É natural do Rio Grande do Norte, também faz parte da cota do PMDB e é indicação de Sarney. Começou na vida pública em 1969, já foi secretário-chefe da Casa Civil, do RN, deputado estadual, prefeito de Natal, governador e, também, senador. Vai ter um rombo bilionário para administrar no Ministério da Previdência Social, atualmente comandado por Eduardo Gabas.





Considerado “conselheiro” de Lula, Carvalho é ex-seminarista e graduado em filosofia, assumirá a Secretaria Geral da Presidência da República. O paranaense é amigo de Lula há 30 anos.






Atual ministro da Fazenda, Mantega deve permanecer no governo Dilma. Já ministro do Planejamento e presidente do BNDES, no governo Lula, antes de ir para o Ministério da Fazenda, depois da queda de Palocci. É formado em Economia e doutor em Sociologia do Desenvolvimento, mais gabaritado impossível.




A jornalista trabalhou na campanha de Dilma, agora assume o lugar de Franklin Martins, na Secretaria de Comunicação Social da Presidência. É formada em jornalismo pela UnB, já passou por grandes redações de veículos de comunicação.






Com informações de Zero Hora e G1.




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Entrevista de Dilma ao Washington Post dá o tom do governo

Entrevista concedida ao jornal Washington Post, mostra a presidente eleita, Dilma Rousseff divergindo da atual política internacional do governo Lula. Dilma criticou o posicionamento neutro do Brasil e não concorda com a abstenção do país na votação da Organização das Nações Unidas (ONU) ao questionar o Irã pela violação dos direitos humanos. A presidente ainda fala mais sobre Oriente Médio e falta de política que há naquele continente. Critica a guerra do Afeganistão e diz que a invasão do Iraque foi um "desastre".

Na mesma entrevista, Dilma afirmou ter um "compromisso histórico" com os presos políticos, ao ser perguntada sobre o período em que foi presa e torturada na luta contra a ditadura militar. Ainda comentou sobre a política internacional que pretende imprimir em seu governo. Falou bem da relação do Brasil com os Estados Unidos, considerando os avanços nas eleições de um negro e uma mulher e que vai manter a política de boa vizinhança promovendo a troca de tecnologias agrícolas, produção de biocombustíveis para prestar ajuda humanitária ao continente africano.

Confira a íntegra da entrevista aqui.