Saindo do Santander Cultural, onde fica o FestFotoPoa, caminhei alguns metros e entrei no Museu de Artes do Rio Grande do Sul (Margs), para conferir a exposição do pintor gaúcho Pedro Weingärtner (1853-1929). Intitulada Pedro Weigärtner – um artista entre o Velho e o Novo Mundo, a mostra de 90 telas está sob curadoria de Ruth Tarasantchi, crítica e pesquisadora.
Através de uma parceria da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do museu Nacional de Belas artes do Rio de Janeiro, está é a primeira vez que se reúnem tantas obras do pintor para uma exposição.
As obras pertencem aos acervos do Margs, do Nacional de Belas Artes do RJ, Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Pinacoteca APLUB Rio-grandense, além de colecionadores de todo Brasil e Pinacoteca de São Paulo.
As obras pincelam a passagem de Weigärtner pela Alemanha, França e Itália. Com minuciosos detalhes ele retrata a vida dos camponeses europeus no país germânico e também no italiano.
O artista tende a pintar momentos bem coloridos e em outros aponta fases mais monocromáticas e mórbidas. Também deixa claro seu gosto por pintar mulheres nas obras Bailarinas (1896), Caçadora de borboletas (1904), Banho em Pompéia (1897) e Ninfas (1908).
Em outra fase, de volta ao Rio Grande do Sul, sua coleção de pinturas retrata uma natureza verde, porém morta, como em Derrubada (1913). Exímio retratista, desenhou de forma perfeita sua esposa, por exemplo. Além de outros parentes e figuras importantes do final do século XIX e começo do século XX.
A exposição está aberta até 13 de junho, depois parte para o Rio de Janeiro. O Margs está aberto para visitação de terça a domingo, sempre das 10h às 19h.
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